A maioria das pessoas enxerga consórcio como "compra parcelada sem juros". Funciona, mas é a forma mais fraca de usar a ferramenta. Quem usa consórcio com estratégia está usando o capital do grupo para construir patrimônio, enquanto o próprio dinheiro continua rendendo.
A lógica
Você paga uma parcela que é uma fração do crédito. Quando é contemplado, recebe o crédito cheio. A partir daí, existem três caminhos, e o momento da contemplação define qual deles faz mais sentido.
Fase 1: lucro (contemplação até o 5º ano)
Contemplou cedo? Você pagou pouco e tem um crédito cheio na mão. Essa carta tem valor de mercado: tem gente disposta a pagar uma entrada para assumir uma cota já contemplada.
Você vende a carta com ágio e realiza o lucro sobre o que pagou.
Fase 2: patrimonial (contemplação entre o 6º e o 11º ano)
Aqui a estratégia muda. Você usa o crédito para comprar um imóvel e coloca para alugar.
O aluguel passa a pagar a parcela do consórcio. Na prática, o imóvel se paga sozinho e, no fim, você tem um bem quitado que foi pago pelo inquilino.
Fase 3: rentabilidade (contemplação no final)
Mesmo quem é contemplado no fim do grupo não perde. O dinheiro que ficou guardado ao longo do caminho, aplicado, somado ao crédito corrigido, ainda gera retorno positivo.
O que define o sucesso
- Escolher o grupo certo, com histórico de contemplações.
- Ter estratégia de lance para antecipar quando fizer sentido.
- Saber o que fazer no dia da contemplação, antes dela acontecer.
É esse planejamento que separa quem "fez um consórcio" de quem construiu patrimônio com ele.
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